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As Morfélias fevereiro 5, 2012

Posted by rpellanda in Noite sem Fim.
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“Desde pequeno, Martin sempre gostara das morfélias. Estavam em toda a parte, invariavelmente tinham algo lógico para dizer e nunca eram imprevisíveis, como as pessoas muitas vezes são. Quando tinha uns cinco ou seis anos, nutria o hábito de alugar a primeira morfélia que encontrasse na rua e lhe contar uma história bem comprida, só para estudar a sua reação engraçada. Na verdade, todos gostavam delas: eram boas trabalhadoras e não causavam problemas. Outro ponto que as tornava populares era que eram responsáveis por ensinar muitas coisas para as crianças da Vila, inclusive a ler e escrever.”

Noite sem Fim – Capítulo I – As coisas que aconteceram depois que o Intrepid partiu.

 As enigmáticas criaturas, que raramente respondem além de um “sim” ou “não” estão por toda a parte na Vila. Incapazes de abstração, são boas trabalhadoras, pois nada nunca as distrai.

Em uma cena de Noite sem Fim, Martin decide que precisa interrogar uma morfélia. Omar, que é um especialista no assunto, já que foi praticamente criado pela Lucélia e a Licélia (as duas morfélias que trabalham na padaria da sua família), explica para o amigo:

 “– Martin, você sabe muito bem que interrogar uma morfélia é como fazer serenata para uma parede; simplesmente não funciona. Elas não respondem nada de abstrato e, quando indagadas de forma direta, costumam dizer apenas “sim” ou “não”.”

 As morfélias são um dos aspectos de que mais gosto em todo o universo do Além-mar e, por mais que possam parecer coadjuvantes, estão no centro da questão fundamental da trama.

Em O Primeiro Amanhecer (O Além-mar #2), seremos apresentados a uma outra criatura que fará com que o significado das morfélias fique evidente.

O que são e de onde vêm as morfélias?

Leia Noite sem Fim e comece a mergulhar neste mistério!

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