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Primeiro book tour de Noite sem Fim junho 6, 2012

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Conheça as resenhas do primeiro book tour de Noite sem Fim:

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Guia de leitura de Noite sem Fim para o iPad março 3, 2012

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O guia de leitura de Noite sem Fim é um ebook com conteúdo multimídia que apresenta ao leitor o universo do Além-mar.

O guia está disponível gratuitamente na ibookstore:

http://itunes.apple.com/book/noite-sem-fim-guia-de-leitura/id501223921

No guia, o leitor encontrará:

– Sinopse
– Um mundo fantástico – introdução ilustrada ao universo da série
– Artigos selecionados aqui do blog
– Abertura de Noite sem Fim para degustação
– Resenhas e entrevistas

 

As Morfélias fevereiro 5, 2012

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“Desde pequeno, Martin sempre gostara das morfélias. Estavam em toda a parte, invariavelmente tinham algo lógico para dizer e nunca eram imprevisíveis, como as pessoas muitas vezes são. Quando tinha uns cinco ou seis anos, nutria o hábito de alugar a primeira morfélia que encontrasse na rua e lhe contar uma história bem comprida, só para estudar a sua reação engraçada. Na verdade, todos gostavam delas: eram boas trabalhadoras e não causavam problemas. Outro ponto que as tornava populares era que eram responsáveis por ensinar muitas coisas para as crianças da Vila, inclusive a ler e escrever.”

Noite sem Fim – Capítulo I – As coisas que aconteceram depois que o Intrepid partiu.

 As enigmáticas criaturas, que raramente respondem além de um “sim” ou “não” estão por toda a parte na Vila. Incapazes de abstração, são boas trabalhadoras, pois nada nunca as distrai.

Em uma cena de Noite sem Fim, Martin decide que precisa interrogar uma morfélia. Omar, que é um especialista no assunto, já que foi praticamente criado pela Lucélia e a Licélia (as duas morfélias que trabalham na padaria da sua família), explica para o amigo:

 “– Martin, você sabe muito bem que interrogar uma morfélia é como fazer serenata para uma parede; simplesmente não funciona. Elas não respondem nada de abstrato e, quando indagadas de forma direta, costumam dizer apenas “sim” ou “não”.”

 As morfélias são um dos aspectos de que mais gosto em todo o universo do Além-mar e, por mais que possam parecer coadjuvantes, estão no centro da questão fundamental da trama.

Em O Primeiro Amanhecer (O Além-mar #2), seremos apresentados a uma outra criatura que fará com que o significado das morfélias fique evidente.

O que são e de onde vêm as morfélias?

Leia Noite sem Fim e comece a mergulhar neste mistério!

A Construção de Noite sem Fim janeiro 8, 2012

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Noite sem Fim, o livro que abre a série de fantasia O Além-mar, é fruto de quase dois anos de trabalho. Durante este período, a história passou por sucessivos ciclos de amadurecimento, revisão e transformação.

Sempre quis que Noite sem Fim fosse uma história centrada nos personagens. O eixo inicial tinha que ser um protagonista forte, mas um tanto imaturo e conflituado.

O Martin brotou do meu inconsciente de forma natural. Um garoto de quatorze anos que, além das inseguranças normais da idade, está fragilizado por uma situação de vida que não era a que ele desejava. O pai partiu para o Além-mar (de onde todos sabem que ninguém retorna) há seis meses. Martin foi obrigado a morar com um tio e um primo que nunca foram próximos e que não nutrem nenhuma simpatia por ele.

Acuado de todas as formas possíveis, Martin poderia resignar-se e deixar tudo como está. Mas há algo mais nele: uma força, um espírito explorador, uma inquietude… No começo, estas coisas não transparecem muito; são sutis. À medida que o Martin mergulha na trama em busca das respostas de que tanto precisa, ele vai descobrindo que tem mais dentro de si do que apenas dúvidas e insegurança.

Todo este percurso é pontuado por conflitos internos. No começo, Martin pode seguir o caminho mais difícil e perigoso ou deixar tudo para lá. Depois de envolvido na trama, ele tem que pesar o risco das coisas que está fazendo com a segurança daqueles que ama, especialmente da Maya. No final (ato III), a escolha fica ainda pior.

As verdades que ele desnuda são duras e as situações a que elas conduzem, perigosas. É nesta dança de ação e reação que ele amadurece. E este também será o fio condutor de toda a série: para completar o seu destino (maldito destino, diga-se de passagem) no final do livro dois, Martin precisará concluir a sua transformação em um homem adulto.

Maya é a filha do livreiro da Vila.

A livraria dos pais de Maya fica na Praça dos Anciãos, o ponto de encontro central da cidade.

A personagem vive no centro de um conflito: como todos na Vila que trabalham com livros é preciso dividir-se entre duas vertentes: uma confortável e a outra arriscada. Numa livraria, pode-se vender apenas literatura Anciã, ou aventurar-se com livros de verdade. O comércio dos livros autorizados pelos Anciãos, tais como as biografias do capitão Robbins (leitura obrigatória para qualquer cidadão respeitável), é seguro e gera um lucro garantido. Mas, na opinião de Maya ou de qualquer outra pessoa esclarecida, é uma leitura profundamente entediante. Livros de verdade, são caros e perigosos.

Maya sabe tudo sobre livros, tanto por trabalhar na livraria quanto por ser uma leitora voraz. Ela é resoluta e racional; suas decisões costumam ser bem pensadas e não intempestivas.

A relação entre o Martin e a Maya é de sinergia: embora sejam diferentes, quando estão juntos, tornam-se pessoas melhores do que seriam sozinhos. Acho que esta é uma característica muito comum em casais bem sucedidos.

Omar, o melhor amigo de Martin, foi pensado para ser uma espécie de contra-ponto.

Intelectual e amante dos livros, Omar é do tipo que organiza uma aventura, mas, na hora de colocá-la em prática, pode se arrepender, preocupado com as consequências.

Colocando o trio junto, é provável que a química seja mais ou menos esta: Martin quer explorar, mesmo que seja perigoso; Maya não discorda, mas aponta uma forma melhor de se fazer as coisas; Omar, concorda e acrescenta sugestões inteligentes e práticas (pelo menos até a hora em que as coisas acontecem, quando ele então se apavora).

Um dos assuntos que mais me interessa no estudo da técnica literária é trama & estrutura. Por isso, fiz questão de construir Noite sem Fim dentro de uma estrutura em três atos tradicional, adaptada às necessidades da trama. O leitor curioso e interessado no assunto, reconhecerá os três atos e as passagens (doorways) entre os atos I-II e II-III no decorrer da história.

O regime Ancião: como manter todo mundo feliz vivendo numa mentira janeiro 8, 2012

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O sucesso de uma mentira não depende da perícia de quem conta, mas sim da vontade de quem ouve de ser enganado.

Na Vila não existe nenhum tipo de questionamento a respeito da doutrina Anciã.

Quando criei o regime Ancião tive apenas uma diretriz em mente: o resultado tinha que lembrar, mesmo que indiretamente, eventos históricos reais. Ao observar a história, percebemos que os mecanismos pelos quais um regime totalitário se perpetua são frequentemente recorrentes. Existem alguns elementos que volta e meia estão presentes e que se repetem:

1- O medo:

No filme Fahrenheit 9/11, Michael Moore apontou que na era Bush (filho) a população mantinha-se alinhada com o governo pelo medo. Depois do 11/9, a Casa Branca usava a ameaça de um novo atentado terrorista como forma de manter o cidadão dentro da órbita do regime. O americano comum poderia pensar algo do tipo: “Esse cara faz tudo errado e está bagunçando a economia, mas pelo menos está de olho nesses terroristas…”.

O povo da Vila se mantém na linha pelo pavor que tem dos Knucks; todos sabem que os monstros que vêm do Além-mar são uma ameaça real. Os livros de história descrevem as criaturas monstruosas em detalhes e todos sabem o que elas fazem quando invadem a cidade… Neste contexto, as pessoas acreditam que os Anciãos sabem o que fazer para proteger a cidade desta ameaça.

2- A vontade de viver dentro de uma zona de conforto, mesmo que isso signifique viver numa mentira. O ser humano troca felicidade por segurança…

Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, quando a Alemanha obviamente se preparava para a guerra, o Primeiro Ministro Britânico, Neville Chamberlain, foi conversar com Hitler para tentar estabelecer um acordo de paz. Quando retornou, Chamberlain acreditou em tudo que Hitler disse:

“Acredito que essa é a paz de nosso tempo… agora recomendo a todos que vão para suas casas e durmam tranquilos em suas camas…“

Sério. Isso aconteceu.

3- Pela ignorância. Por privar o cidadão do saber.

Na Vila, a literatura é controlada pelos Anciãos que decidem o que pode ou não ser lido. O resultado é que não existe um número suficiente de cabeças pensantes aptas a questionar o regime.

4- Pela força, é claro.

Na ditadura militar brasileira, por exemplo, a polícia/exército caçavam os inimigos do regime. Na Vila, os Capacetes Escuros são a polícia dos Anciãos.

Os Capacetes Escuros estão sempre de olhos bem abertos para identificar transgressores da ordem e dos bons costumes.

Ao contrário do que diz a famosa frase, acho que é possível enganar muitos por muito tempo, desde que as pessoas estejam suficientemente:

1- Com medo de alguma coisa;

2- Satisfeitas com as suas vidas a ponto de não quererem mudanças de nenhum tipo (mesmo que talvez seja para melhor);

3- Ignorantes a respeito do mundo onde vivem. A maneira mais prática de se conseguir isso é privar o cidadão da literatura;

4- Conscientes de que há uma força truculenta pronta para punir fisicamente as vozes discordantes.

 

A estética de Noite sem Fim janeiro 8, 2012

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O conceito básico inicial de Noite sem Fim foi bem visual.

Por isso, investi na criação de uma estética própria como sendo um ponto central, aderido à alma do livro; ela começou baseada em premissas bem simples:

1- Um lugar onde é sempre noite;

2- Uma cidade medieval: calçadas de pedra, etc…

3- Tudo iluminado pela luz amarelada de lampiões pendurados em postes.

A partir daí, a história tomou forma rapidamente e fui atropelado pela necessidade de escrever uma primeira versão. Foi a primeira vez que escrevi fantasia. Isso era lá pelos primeiros meses de 2010.

Bem depois, quando o livro já estava nas mãos da Tarja Editorial, tive a sorte de encontrar a Camila Fernandes (MilaF@) que, além de ilustradora, é também escritora. A Mila leu o original e incorporou de forma super orgânica e precisa a estética da Vila. O resultado foi a capa de Noite sem Fim: é o mais próximo que se pode chegar da experiência de andar numa rua da Vila (com os olhos abertos, pelo menos).

No livro dois, surgirá uma nova estética, a ser incorporada a já existente. Mas isso é para mais adiante…

Arte: Kirk Parrish para a série Além-mar

Feliz 2012! dezembro 31, 2011

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No espírito de Noite sem Fim, desejo que seu 2012 seja um grande clube de leitura e que seus livros nunca sejam proibidos!

Feliz Ano Novo!

Abraços,

Roberto Campos Pellanda

Os Knucks dezembro 11, 2011

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Arte do Knuck: Licínio de Souza Ribeiro para série O Além-mar

“A criatura que todos temiam tinha um nome: Knuck.

Ninguém sabia qual a sua origem, o que queriam ou por que odiavam as pessoas da Vila com tanta intensidade. Eram seres monstruosos que vinham do Além-mar e traziam morte e destruição quando apareciam. Felizmente, a última incursão dos monstros havia sido há mais de quinhentos anos. Naquela ocasião, porém, um quarto da população da Vila tinha sido morta nos combates ou sequestrada e levada para o Além-mar nos barcos dos Knucks.

A descrição física que se tinha deles vinha de livros e manuscritos feitos por sobreviventes na ocasião da última incursão. Os Knucks tinham formato humanoide, com braços muito compridos que quase encostavam no chão; a pele era branca, como se fossem albinos, e tinham grandes olhos brancos sem pálpebras. Os dentes eram pontiagudos como agulhas e tão longos que quase impediam que a boca se fechasse. Não tinham pelos ou cabelos e, no lugar das mãos e dos pés, havia patas com quatro garras afiadas como navalhas. Seriam da mesma altura de um homem adulto se não andassem sempre encurvados, como corcundas. Os monstros se comunicavam por meio de um zumbido sinistro, como o de um grande inseto, e se alimentavam da carne dos mortos.”

Trecho de Noite sem Fim – Capítulo II –  A cadeira de madeira voltada para o mar

Os Knucks são criaturas monstruosas que vivem no Além-mar e que, de tempos em tempos, invadem a Vila trazendo morte e destruição.

Quando imaginei como seriam os monstros do Além-mar, tentei buscar o modelo de monstro que acho que gera mais terror. Para mim, a criatura mais apavorante é aquela que não aparece.

Quando eu tinha uns doze anos, lembro-me de assistir a um filme da Sessão da Tarde em que viajantes espaciais chegavam a um planeta remoto. Era um filme de ficção científica super antigo e com efeitos especiais toscos. Mas o roteiro era muito bom. Logo no início, os viajantes começavam a morrer mortes horríveis, com corpos mutilados e dilacerados (ahã, meio pesado para o horário). O mais interessante era que a tal criatura que fazia tudo isso nunca aparecia, nem de relance.

No final da história os (poucos) sobreviventes descobriram que a criatura era um “monstro do id”. Isso mesmo: fruto do inconsciente dos próprios astronautas. Um conceito inteligentíssimo e que tornou o monstro duplamente assustador.

Em “NOITE SEM FIM”, porém, a trama exigia um monstro que aparecesse e tivesse uma forma física. Por isso, recorri ao segundo tipo de monstro mais assustador: o bem horrendo (veja a ilustração acima).

Além disso, outras características tornam os Knucks medonhos:

1- Não têm propósito aparente:

Pelo menos no começo de “NOITE SEM FIM” não compreendemos o que os monstros querem. Um ser que mata com um propósito elusivo é tão enigmático quanto assustador.

2- São fortes e poderosos:

Isso é óbvio. A descrição física deles deixa claro que os Knucks não são o tipo com quem alguém queira arrumar confusão.

3- São inteligentes:

A pior notícia a respeito dos Knucks não é nenhuma das anteriores; é essa: são inteligentes.

Um ser poderoso, quase invencível em batalha e que ainda por cima é inteligente é um problema dobrado ou triplicado… Isso demora para ficar aparente na trama, mas aos poucos vamos compreendendo melhor os monstros.

Perguntas & Respostas – Noite sem Fim dezembro 5, 2011

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Do que trata Noite sem Fim?

Noite sem Fim é o primeiro livro da série de fantasia O Além-mar.

O livro se passa na Vila, uma pequena cidade com características medievais à beira do mar.

A Vila encontra-se imersa em uma escuridão sem fim: é sempre noite na cidade.

A cidade vive sob a rígida lei dos Anciãos que ordena que a cada seis meses um galeão parta para o Além-mar. Os navios nunca retornam.

Por que motivo os navios partem para uma viagem sem retorno?

A partida dos navios a cada seis meses é a tradição máxima do regime Ancião e não deve ser questionada.

Nenhum cidadão respeitável da Vila faria esta pergunta.

Quem conta a história?

Martin tem quatorze anos e ficou órfão há seis meses quando o pai embarcou em um navio para o Além-mar.

Ao contrário de todos na Vila, Martin é apaixonado pelo oceano, o que talvez esteja ligado ao seu espírito aventureiro e explorador.

Martin era próximo do pai, mas agora tem que conviver com o fantasma de que conhecia pouco a seu respeito (afinal, que motivos tivera para embarcar em uma viagem sem volta?).

Quem são os amigos de Martin?

Maya é a filha do livreiro da Vila e amor impossível de Martin.

Omar, o melhor amigo de Martin, é doido por livros (principalmente se forem proibidos pelos Anciãos).

Qual o maior temor de todos na Vila?

O terror mais profundo, que habita o recanto mais sombrio da mente de cada um na Vila, tem um nome: Knuck.

Os Knucks são criaturas monstruosas que vivem no Além-mar e que, de tempos em tempos, assolam a Vila trazendo morte e destruição.

Em conversas de bêbados em tabernas, sussurra-se que são os monstros os responsáveis pelo desaparecimento dos navios.

Os Knucks são o principal motivo pelo qual os habitantes da Vila não gostam do mar.

Noite sem Fim é uma espécie de homenagem aos livros?

É isso mesmo. Noite sem Fim é uma declaração de amor aos livros e ao que eles representam. Na trama, os livros terão um papel central: Martin é apaixonado pela filha do livreiro; livros proibidos e um clube de leitura são o ponto de partida para muitas descobertas e assim por diante.

E quanto ao segundo livro que conclui a série?

O Primeiro Amanhecer (O Além-mar #2) conclui a série. Em breve o livro também estará disponível no Kindle.

No final de Noite sem Fim, o leitor encontrará, como uma prévia, o prólogo do livro dois.

Como faço para saber mais sobre o universo de Noite sem Fim e do Além-mar?

Visite o site: www.robertopellanda.com.br

Aqui no blog, https://rpellanda.wordpress.com, existem artigos detalhados a respeito de tópicos específicos do universo da série.

No blog também é possível baixar o primeiro capítulo na belíssima diagramação da Tarja Editorial.

Ainda é possível comprar o livro físico da edição esgotada da Tarja?

Na página “Comprar” aqui do blog tem uma lista com vários pontos de venda. Como a edição está esgotada, porém, não há como garantir que os livros ainda estejam disponíveis.

A maneira mais prática e garantida de mergulhar no universo do Além-mar é com a versão ebook de Noite sem Fim na Amazon.

 

Noite sem Fim – Apresentação dezembro 3, 2011

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Melhor do que tentar enquadrar Noite sem Fim em um único gênero literário é explicar do que se trata a história.

A Vila é uma pequena cidade com características medievais: calçadas de pedra iluminadas pela luz amarelada de postes com lampiões pendurados. Os habitantes da Vila vivem envoltos por uma escuridão eterna: é sempre noite na cidade.

A Vila vive sob a rígida lei dos Anciãos: a cada seis meses, um galeão deve partir para o Além-mar. Como todos sabem, os navios nunca retornam.

A história é contada pelo ponto de vista de um garoto de catorze anos, Martin, que se tornou órfão há seis meses quando o pai embarcou em um navio para o Além-mar. Como personagens centrais, além de Martin, existem Maya, a filha do livreiro da Vila (e amor impossível de Martin) e Omar, o seu melhor amigo.

O livro é centrado no trio e irá focar no seu amadurecimento e na poderosa amizade que os une. A trama seguirá a jornada de Martin em busca de repostas: por que o pai foi voluntário em um navio? O que há por trás do terrível regime Ancião? Quem são os monstros que vivem no Além-mar e que, de tempos em tempos, incursionam na Vila trazendo morte e destruição?

A jornada de Martin será também interior: as respostas que ele busca o farão crescer e darão sentido ao seu passado. No longo e perigoso caminho, o apoio de Maya e Omar serão decisivos.

Noite sem Fim é, antes de mais nada, uma declaração de amor aos livros. Ao longo de todo o desenrolar da trama eles estarão presentes: Martin é apaixonado pela filha do livreiro; livros proibidos (e um clube de leitura) são o ponto de partida para muitas revelações; Martin descobre que, no passado, seu pai havia sido o fundador de uma importante editora de livros proibidos da Vila.

A epopeia de Martin, Maya e Omar trata de amor, coragem e família e creio que terá apelo ao público adulto e adulto jovem em igual medida

Informações completas a respeito do universo da série estão em:

www.robertopellanda.com.br